«Diz-me o código do cartão, a mãe está na loja e quer comprar um telemóvel para ela»: o marido acordou-me às 7 da manhã, mas nem ele nem a mãe imaginavam a surpresa que lhes tinha preparado 😲🫣
Estamos casados há quase três anos, e neste tempo fiquei esgotada. Trabalhava de manhã à noite, sustentava a casa, as compras, as contas, todas as despesas — e o meu marido, durante todo este tempo, nem sequer tentou arranjar emprego.
Antes do casamento, ele trabalhava mal e porcamente, fazendo biscates. Mas quando começámos a viver juntos, decidiu que eu era obrigada a sustentá-lo.
O pior, porém, era a mãe dele. A sogra achava que o filho devia garantir-lhe tudo: presentes, roupas, remédios, viagens, caprichos — tudo isso, segundo ela, devia sair do bolso dele.
E não lhe importava que o «bolso dele» fosse o meu dinheiro, o meu ordenado e as minhas lágrimas após mais uma noite em claro.
O marido dava-lhe regularmente o dinheiro que eu ganhava, comprava-lhe presentes, transferia quantias para «pequenos gastos». Eu calava-me, aguentava, pensava que a família era feita de compromissos, que não valia a pena estragar a relação.
Mas ultimamente, eles passaram todos os limites. A sogra começou a mandar-me mensagens quase todos os dias a pedir alguma coisa: ora um batom, ora uma blusa nova, ora ajuda para pagar um crédito. O marido não parava de lembrar-me que «a mãe merece viver bem». E eu? Para eles, eu era apenas uma carteira com pernas.
Naquele dia, era o meu único dia de folga. Finalmente, podia dormir. Mal fechei os olhos, a porta do quarto abriu-se de repente. O marido arrancou-me o cobertor com brutalidade, inclinou-se e disse, num tom que parecia dirigir-se a uma empregada:
— Diz já o código do cartão. A mãe está na loja e quer comprar um telemóvel novo.
Eu ainda mal acordada, entendi o que se passava. Ele sabia perfeitamente que eu tinha recebido o ordenado no dia anterior e que ainda não tinha gasto um único cêntimo. Virei-me para ele e disse, calmamente:
— Se quer um telemóvel, que o compre com o dinheiro dela.
Foi então que ele explodiu. Gritou que eu era mesquinha, que não respeitava a mãe dele, que «a mãe merece o melhor». Insultou-me, ameaçou, exigiu. E foi ali que percebi: chega. Não haveria mais paciência, nem respeito, nem tentativas de salvar nada. Um plano formou-se na minha cabeça — silencioso, simples e doloroso para eles.
Disse-lhe o código. Mas depois, fiz algo de que não me arrependo nem um pouco 😱😨
Ele saiu logo, satisfeito, sem sequer agradecer. Fechei os olhos e esperei pela notificação do banco. Assim que vi a transferência — quase todo o meu ordenado, gasto num telemóvel para a mãe dele — levantei-me, peguei no telemóvel e liguei para a polícia.
— Roubaram-me o cartão — disse, serena. — Tiraram-me dinheiro sem a minha autorização. Sim, sei o endereço de quem o fez. Sim, estou disposta a prestar queixas.
Passadas poucas horas, a sogra foi detida em casa dela. O telemóvel, comprado com o meu dinheiro, estava-lhe nas mãos. Foi levada para a esquadra, onde tentou justificar-se, dizendo que «o filho deixou». Mas o cartão estava em meu nome. O pagamento — sem o meu consentimento. Legalmente, era roubo. Ela pode enfrentar uma multa ou até acusações criminais.
Quanto ao marido… Ele chegou a casa num acesso de raiva, aos berros, dizendo que eu tinha arruinado a vida da mãe dele.
Sem dizer uma palavra, arrumei-lhe as coisas, deixei a mala à porta e disse:
— Viveste à minha custa durante três anos. Chega. Vai sustentar a tua mãe sozinho.
E fechei-lhe a porta na cara.





