Filho de rico deve escolher nova mãe entre mulheres ricas, mas ele surpreende ao eleger a empregada humilde!5 min de lectura

Às oito da manhã, Beatriz Silva estava limpando a mesa de centro na sala quando viu cinco carros de luxo se aproximando do portão.

Depois de quatro meses trabalhando na mansão dos Almeida, ela sentiu que aquele dia seria diferente.

Lá em cima, João Almeida apontou pela janela para o seu filho de oito anos, Tomás.

—Filho, as cinco mulheres de quem falamos chegaram. Ficaremos com elas durante trinta dias.

Tomás observou as mulheres elegantes saírem dos carros.

—E no fim eu tenho de escolher uma para ser minha nova mãe, é isso, pai?

—Exatamente. São todas pessoas refinadas e vêm de famílias influentes. Tenho certeza de que vais gostar delas.

—E se eu não gostar de nenhuma?

—Vais gostar. Elas podem dar-te uma educação excelente e levar-te a viajar pelo mundo.

De repente, o som de vidro partido ecoou pela casa, seguido por uma voz irritada.

—Empregada inútil! Partiste o meu cristal importado!

João e Tomás trocaram olhares surpresos.

—O que foi isso? —perguntou Tomás.

—Não sei. Vamos ver.

Desceram as escadas e encontraram Beatriz ajoelhada no chão, apanhar cacos de vidro, com um dedo a sangrar. Uma morena alta estava ao lado dela, de braços cruzados.

—Aquele cristal era importado. Vale mais do que ela ganha num ano.

—Foi um acidente —sussurrou Beatriz, sem levantar os olhos.

—Um acidente? —a mulher riu, sem humor. —Pessoas como tu não deviam tocar em objetos de valor.

—Com licença —João interveio com firmeza. —Qual é o problema?

A morena virou-se com um sorriso forçado.

—João, sou a Carolina Mendes. Acabei de chegar, e esta criada partiu o meu cristal.

As outras quatro mulheres aproximaram-se, olhando para Beatriz no chão.

—Que situação desagradável —comentou uma loira magra.

—Sou a Mariana Sousa —apresentou-se, com frieza.

—Acidentes acontecem —respondeu João, tentando acalmar a situação.

—Andam com pessoas sem classe —disse Mariana, olhando para Beatriz. —Pessoas de verdadeira educação sabem melhor.

Tomás passou pelo pai e correu até Beatriz.

—Dói muito?

Beatriz ergueu o olhar, sorrindo com esforço.

—Não é nada, querido. Só um arranhão.

Carolina apertou os olhos.

—Que proximidade estranha.

João interrompeu.

—Já que estão todas aqui, vamos esclarecer. Esta é a Beatriz, que trabalha connosco. E vocês são as candidatas.

As mulheres apresentaram-se com orgulho: Carolina, de uma família tradicional do Porto; Mariana, modelo e influenciadora que vivia em Milão; Catarina Rodrigues, advogada corporativa; Dra. Inês Gomes, dermatologista com consultório privado; e Sofia Martins, arquiteta.

Durante todo o processo, trataram Beatriz como se não existisse.

—Ficarão aqui trinta dias —explicou João. —No fim, o Tomás decidirá com quem eu devo casar.

—E a empregada? —perguntou Carolina.

—Ela fica —respondeu João. —A Beatriz está connosco há meses.

Mariana trocou um olhar com Catarina.

—Esperamos que ela saiba o seu lugar.

Tomás pegou na mão de Beatriz.

—Vem ver o desenho que fiz.

—Primeiro ela tem de limpar esta sujeira —rosnou Inês.

—Tudo bem —disse Beatriz, baixinho. —Depois eu vou.

Carolina observou atentamente.

—Interessante.

Naquela tarde, as cinco mulheres reuniram-se no jardim, comparando presentes: tablets, viagens de luxo, colégios de elite, reformas do quarto.

Tomás apareceu, agradeceu com educação, mas sem entusiasmo.

Depois, Beatriz chegou com sumo e bolinhos de canela. O rosto do menino iluminou-se.

—Foste tu que fizeste?

—Fui. E trouxe papel para origami.

As mulheres ficaram em silêncio, a irritação estampada nos rostos.

Naquela noite, voltaram a reunir-se.

—Esta situação com a empregada é inaceitável —murmurou Carolina.

—O menino está demasiado apegado a ela —concordou Sofia.

—É inadequado —disse Catarina.

—Precisa de aprender hierarquia —acrescentou Inês.

—E ela precisa de uma lição —concluiu Carolina.

João, entretanto, não ignorou a mudança no filho. Tomás voltou a rir, a comer, a viver.

Mais tarde, o menino mostrou-lhe um pássaro de origami.

—Ela é paciente —disse. —Nunca grita.

—Gostaste das mulheres? —perguntou João.

—São bonitas… mas a Beatriz é melhor.

—Porquê?

—Porque é verdadeira.

—Vais despedi-la? —perguntou Tomás, ansioso.

—Não —prometeu João. —Ela fica.

Os abusos começaram dias depois: desastres propositados, esconder materiais, culpar Beatriz. João instalou câmaras ocultas.

O que viu encheu-o de raiva.

Quando Tomás a defendeu, Carolina ameaçou-o.

—Se continuas a escolhê-la, terás de arcar com as consequências.

—Já escolhi —respondeu Tomás. —Quero a Beatriz.

João descobriu acusações falsas e falsas investigações ordenadas por Carolina.

Na festa final, convencidas de que tinham ganho, as mulheres gabavam-se, sem saber que estavam a ser gravadas.

João mostrou tudo publicamente.

A verdade destruiu-as.

—Estas mulheres tentaram destruir uma pessoa bondosa só porque o meu filho a amava —disse João.

—Quero que a Beatriz seja minha mãe —declarou Tomás, suavemente.

João pediu Beatriz em casamento diante de todos.

Ela aceitou, entre lágrimas.

As mulheres fugiram, humilhadas.

Meses depois, João e Beatriz casaram-se numa cerimónia simples. Tomás chamava-lhe “Mãe”.

Mais tarde, nasceu a filha deles.

Recordando o passado, Beatriz murmurou:

—Todas as dificuldades trouxeram-me até aqui.

E juntos, provaram que o amor não se define pelo estatuto, mas pela bondade, verdade e coragem.

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